Como a fobia social (ou timidez exagerada) destruiu minha vida!

terça-feira, 20 julho, 2010  Postado em   Medicina
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Encontrar um ser humano sem problemas pessoais ou particulares é quase impossível. Muitas são as dificuldades que assombram a vida de um homem ou mulher, a maioria pode ser contornada com iniciativa própria ou com auxílio de outras pessoas ou outros métodos.


Mas eu vou contar para você um problema pessoal meu que destruiu minha vida. Trata-se de um transtorno de ordem psicossocial denominado de “fobia social”. Em outras palavras, esse transtorno pode ser comparado a uma forma severa de timidez exagerada.

Pode parecer estranho para uma pessoa normal considerar alguém com timidez exagerada ter a vida destruída. Meus amigos, somente quem carrega esse transtorno é que sabe o mal que ele provoca na pessoa. Tudo bem que todos são um pouco tímidos mas, em se tratando de fobia social, o transtorno é caso de doença.

Para inicio de conversa, tudo o que é normal em convivência social, fica limitado aos que têm esse distúrbio. O fato de levantar da cama e ter que sair para o trabalho gera um grau de tensão incrivelmente aguda no paciente, a sensação é não querer sair de casa para absolutamente nada.

O problema é chegar lá, depois, volta ao normal. Vencer o desafio de se submeter a uma situação social é angustiante até o momento em que se executa o desafio.

Foi assim que minha vida ocorreu até agora. tentativas frustradas de relacionamento, de estudo, de trabalho, de progressão pessoal e profissional ficam restrito a um ser humano abalado, triste e profundamente inconformado.

Acabamos sem muitos amigos, pois não saímos à busca de novas amizades. Acabamos sem uma família, porque não conseguimos sair em busca de um relacionamento. Acabamos em trabalhos de menor ou nenhuma relevância porque não conseguimos suportar o ambiente de hierarquia e interpessoal que um emprego formal exige.

Não meus amigos, não somos assim porque queremos, somos assim porque não podemos fazer ser diferente. Igual a uma dor de cabeça que não vai embora só porque queremos que ela vá. Da mesma forma que uma dor de cabeça precisa ter o seu tempo para melhorar, quem tem fobia social também não consegue apenas querer se livrar dela. É preciso muito mais atitude e força de vontade.

A melhora para o transtorno da timidez exagerada exige muita força de vontade e o acompanhamento de um profissional de saúde, especialmente através de um bom psiquiatra. O tratamento através de medicamentos em muito ajuda, mas não resolve por completo o problema.

Já é uma atitude perseverante e de vontade para progredir, mas um mínimo de esforço é preciso para sair deste buraco escorregadio.

Um fator interessante em pessoas com fobia social são as situações de alto e baixo, períodos de êxtase seguidos de períodos de depressão. O fóbico social consegue executar atitudes que muitos normais são incapazes ou relutantes em fazer, como por exemplo, falar a um vizinho que o cachorro dele faz muito barulho à noite é exemplo de período de êxtase, o fóbico social recebe um “estalo” e executa atitudes incríveis. São os poucos e inusitados momentos que o fóbico vira outro tipo de pessoa.

Estes momentos, no entanto, são pouquíssimos, um exemplo da variação constante que ocorre entre o êxtase e a depressão.

Foi por causa deste transtorno que abandonei três tentativas de concluir um curso superior, inclusive, à última em uma conceituada universidade federal de altíssima qualidade.

Foi por causa da fobia social que abondonei todas as tentativas de trabalhar formalmente em empresas sérias com grandes possibilidades de ascenção profissional em empregos de alto grau de competência.

Essa timidez exagerada impediu que todas as minhas pretendentes a nomoro fossem deixadas de lado, por não ter controle sobre minhas próprias emoções e deixar o medo e a angústia ultrapassarem minha real capacidade.

Assim é nossa vida, esperamos e lutamos da melhor maneira possível para que um tratamento através de medicamentos e auxílio psicoterápico venha a nos ajudar a termos uma vida melhor.


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8 Respostas para “Como a fobia social (ou timidez exagerada) destruiu minha vida!”

  1. Jefferson disse:

    eu ja tive fobia social depressao e sindrome do panico venci tomando medicamento e enfrentando os meus medos sei que e dificil cheguei a ficar um ano sem sair de casa.

    Caso Alguem Precisar De Ajuda Email: jefin_137@hotmail.com

  2. Matheus disse:

    Tenho 16 anos e meu problema foi na escola.Originalmente não sou uma pessoa tímida e a minha infância foi muito boa no ponto de vista social,mas meus pais pecaram em uma coisa: nunca deixaram ou me ensinaram a se defender sozinho,e quando eu fui pra uma escola grande na 5°série onde as brincadeiras se tornam mais”pesadas”, além do preconceito contra os inteligentes, eu apelava feio tornando a situação pior.Sofri bastante e acabei me tornando uma pessoa muito tímida.Hoje eu tento dar a volta por cima e levar na esportiva as zoações e brincadeiras,que na verdade existem em todo lugar,e aproveitar o que falta da
    minha adolescência da melhor maneira possível.Abs

  3. cris disse:

    Estou com 40 anos e depois q tive uma depressao, vejo como a dificuldade de relacionamento tem atrapalhado minha vida, nao consigo trabalhar, namorar, manter uma amizade, me sinto sozinha e inutil por nao conseguir ter uma vida. Estou tomando sertralina, ajuda, mas tenho pavor de estar com pessoas e tenho medo do futuro, pois preciso trabalhar, pagar minhas contas, quero ter alguem, ter uma vida de verdade, mas tenho medo.
    Procuro sempre ser positiva e lutar, mas infelizmente, nao tenho visto resultados, mas nao posso desistir.

  4. André disse:

    Tenho exatamente o mesmo problema.Faço faculdade,e até hoje tive pouquissimos amigos verdadeiros.Incontáveis intervalos passei sozinho,magoado,olhando para as paredes.Incontáveis vezes que perdi a oportunidade de fazer amizades por não ter a força pra falar na hora certa.Incontáveis vezes passei a noite pensando sobre o que eu tinha feito de errado no dia anterior,ou melhor,no que eu fiz pra nascer com essa maldição.

    Hoje cada vez menos coisas me animam.Estou perdendo no jogo da vida,e não tenho ideia de como virar o placar.

    • claudia disse:

      Tenho isso tbem…ja passei e passo pelo que vcs disseram….e horrivel..ha algum tempo pensava que so eu tinha esse problema, mas depois que descobri o nome vejo que sao
      muits pessoas que sofrem disso..

  5. T M disse:

    Ola sofro desse mal ha anos, estou com quase trinta e tenho a impressão que a vida passou sem eu curtir a fase da adolescência,fugindo de festas,amigos, trabalhos promissores,enfim. Me sinto motivado a depois de tanto tempo procurar ajuda,com seu depoimento,. Acho que o primeiro passo pra uma “cura” é admitir e compartilhar o problema,obrigado.

  6. Mari disse:

    Ao ler esse depoimento fiquei atônita!
    Acho que descobri como posso ajudar meu filho de 19 anos.
    Ele está sofrendo muito com uma timidezs extrema, não consegue se relacionar e é muito inteligente e elogiado mas até isso ele está deixando prá trás.

    Poderia por gentileza me ajudar a ajudar meu filho e quem precisar de ajuda?

    • admin disse:

      Se o seu filho tem fobia social, não perca tempo, converse com ele e encaminhe-o a uma consulta médica, o ideal é um médico psiquiatra, que é especialista em fobia social. O tratamento é feito com uso de medicamentos (geralmente anti-depressivos) e, deverá ser completado com psicoterapia, através de psicólogo.

      Não conheço sua situação financeira mas, existem serviços públicos gratuitos que oferecem consultas psiquiatricas e psicoterápicas através do SUS.

      O importante é que você entenda seu filho, este problema gera muitas limitações na pessoa que tem o transtorno. As limitações são uma reação natural que a mente produz no sentido de evitar à exposição a alguma situação social, como por exemplo, em relacionamentos, uma vez que, essas situações provocam muito sofrimento na pessoa.

      Mas fica tranquila, o importante é que seu filho inicie um tratamento psicológico, tanto para uso de medicamentos, como psicoterápico. Esses profissionais estão à disposição justamente para isso, eles entenderão o problema de seu filho e auxiliarão na recuperação e em uma vida mais saudável.

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