Os telescópios, como funcionam?




Eles foram os precursores da astronomia moderna, foi com eles que o universo deixou de ser uma total incógnita e passou a ser mais amistoso para a humanidade. Sim, eles são os telescópios, poderosos instrumentos que tem a capacidade de enxergar além de qualquer barreira espacial, onde o olho humano sozinho jamais conseguiria enxergar. Pequenos e portáteis para uso amador ou, gigantes fixos e, até mesmo, móveis em órbita da terra, como é o caso do Hubble, os telescópios são uma das grandes maravilhas existentes na humanidade, fruto de engenhosidade humana e sede por conhecimentos.

Em resumo, as lentes ou espelhos dos telescópios capturam uma quantidade grande de luz que vem de pontos próximos ou remotos do espaço, assim, quanto maior o diâmetro das lentes, melhor e mais distante o poder de visão consegue chegar. Na verdade, é a luz dos astros distantes que chegam até a lente, da mesma maneira que a luz de estrelas visíveis a olho nu, ou da lua, chegam até nossos olhos.

Por que o olho humano não consegue visualizar objetos distantes, ou astros, com maior detalhes? Porque o campo de formação de imagem sobre os olhos é muito pequena, o que é natural, pois, os seres humanos evoluíram para enxergar o que é necessário para sua sobrevivência. Se os olhos fossem maiores, mais luz entrariam neles e, objetos mais distantes, seriam visíveis com mais detalhes.

No telescópio é exatamente isso que acontece, grande poder de captura luminosa, tornando possível a observação de objetos muito distantes. Quanto maior for a lente, maior é a profundidade de captura de luz, inclusive as tênues, vindas de lugares extremamente longínquas do cosmos. Para observações de astros extremamente distantes, mesmo os grandes telescópios, necessitam de várias horas de exposição. Exposições estas, que podem durar toda a noite. A imagem que vai sendo captada durante a exposição, vai sendo revelada em placas sensíveis à luz, como acontece em um negativo de fotos. Portanto, nestes casos, a observação não é direta, ou seja, não é possível observar um astro extremamente distante, olhando diretamente para ele com o telescópio.




As longas exposições feitas a um alvo remoto do espaço, traz um problema que precisa ser resolvido no telescópio para manter o foco no astro: o movimento de rotação da Terra. Como a Terra está constantemente girando, em poucos minutos o telescópio sai do campo de visão das tênues luzes vindas do alvo em exposição. Para resolver este problema, os telescópios são construídos de maneira a girarem de forma sincronizada com o movimento de rotação da Terra. Assim, as lentes estarão sempre voltadas para a mesma direção de seu alvo, garantindo uma imagem de qualidade, mesmo quando as luzes captadas forem extremamente tênues. O telescópio assim, tão pesado quanto uma locomotiva, necessita mover-se de forma tão precisa quanto as peças de um relógio.

O telescópio Hubble é um poderoso telescópio que fica em órbita terrestre e, está em órbita, para capturar luzes do cosmos sem nenhuma interferência da camada atmosférica de nosso planeta, inclusive com visão em infravermelho, permitindo obtenção de imagens com grande precisão e nitidez. Nenhum telescópio em superfície terrestre captura imagens do espaço com a mesma quantidade e resolução ao telescópio em órbita.

Há também os telescópios portáteis, ou de pequeno e médio porte fixos. Estes dois últimos, muito usados em observatórios espaciais, enquanto o primeiro, muito utilizados por qualquer pessoa, para observações particulares. Muitas pessoas fascinadas por astronomia, costumam montar o próprio telescópio em casa, onde realmente sua construção é possível, necessita apenas algum conhecimento sobre o seu funcionamento.




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