Cada vez menos produto pelo mesmo preço

Diminuir a quantidade de produto e manter o preço é uma maneira bem antiética que muitas indústrias encontraram para contornar o aumento de preço e, mais uma vez, ludibriar o consumidor. Quem não percebe, quando está no mercado, determinados produtos possuiam mais quantidade por embalagem há algum tempo atrás e, nos dias atuais, a quantidade é muito reduzida? Esse fenômeno é mais um que soma-se aos itens que fazem parte do “abusar de consumidores”.

Chegará o dia em que as embalagens virão SEM produto algum dentro. Considerando o que fazem muitas indústrias, que, de tempos em tempos, diminuem a quantidade por unidade vendida, não tardará o dia em que encontraremos embalagens contendo apenas “VENTO” em seu interior. O que entristece é que, o preço é o mesmo, praticado há vários anos, dando a impressão de que não houve aumento.

Então, isso não é um disfarce para aumentar o preço? Obviamente que é.

Isso é capitalismo desleal

Representação de capitalismo de exploração

Tal estratégia antiética foi detectada inicialmente na venda de pães – do conhecido “pão francês”. Neste contexto, o pão francês que, originalmente contém 50 gramas, era comercializado com peso inferior a 50 gramas, porém, com o mesmo preço do formato original. A venda era por unidade e não por peso.

Medidas foram tomadas e, no Brasil, é obrigatório que todo tipo de pão seja vendido por peso e não mais por unidade.

A venda por peso é a mais politicamente correta que existe, o consumidor paga exatamente por aquilo que está comprando. Mas, e aquilo que se compra por unidade, produtos de todos os tipos onde não é obrigatório que a venda seja por peso? Neste caso, o dono do produto aplica a regra, a qual, considera ser a mais conveniente para ele.

O povo já é oprimido dentro do sistema capitalista e, o burguês, não perde a oportunidade de lucrar o que pode, pouco se importando com a desgraça dos outros, o lucro e a riqueza é o que contam, nada importa além disso. Tudo piora quando o meio político defende, sobremaneira, esta mesma classe burguesa, que vive muito bem, graças à opressão que aplica na grande massa da população.

Então, o que nos resta é ficarmos apenas indignados com o que encontramos neste mundo afora, comprando menos produtos e pagando o mesmo preço, sem nos preocuparmos em viver dentro de uma sociedade onde a inflação é pseudo controlada, com custo de vida contornável, mas, sempre na mesma miséria, que existia desde os tempos da colônia.

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