Cometa ISON e sua passagem no final de 2013

segunda-feira, 18 fevereiro, 2013  Postado em   Astronomia

Cometa ISONO cometa ISON está sendo esperado como o mais brilhante e o mais surpreendente entre todos os que já passaram pelos céus de nosso planeta. Isso porquê, de acordo com os seus descobridores – os russos Vitali Nevski e Artyom Novichonok – além de estudos posteriores, afirmam que este será um dos cometas que poderá superar a própria lua cheia em brilho.


A data em que a descoberta foi anunciada ocorreu em 21 de setembro de 2012 e, o nome do comenta ISON é em homenagem ao observatório astronômico de mesmo nome, tendo como a cidade de Kislovodsk, no estado Krai de Stavropol, Rússia, sua referência mais próxima. ISON (instituição) é abreviação de International Scientific Optical Network.

ISON será marcante em tudo. Em sua aproximação, estima-se que no final de Outubro de 2013 já será possível observa-lo a olho nu e, permanecerá visível até meados de janeiro de 2014, mas, os cálculos dizem que, será em 26 de dezembro de 2013 que o seu brilho será máximo para quem o observa da Terra.

Na verdade, não se pode afirmar com toda certeza que o cometa ISON realmente manterá o brilho estimado. Isso porque, os cometas que passam bem próximos do sol, como é o caso do ISON, podem sofrer dispersão frontal da luz, onde, a luz solar refletida nele não chega adequadamente aos olhos dos observadores, nós. Além disso, devido a estas circunstâncias, o mesmo pode desintegrar-se e, aí sim, ninguém o verá.


O periélio do cometa (ponto mais próximo do sol onde, um astro inicia seu, digamos assim, “regresso” na órbita [o antônimo é afélio]) é estimado em 1 milhão e 800 mil quilômetros. Apenas como comparação, o nosso planeta está a mais ou menos 150 milhões de quilômetros do sol, ou seja, o ISON deverá passar, realmente, muito próximo ao sol.

Já em relação ao planeta Terra, o ISON deverá ter uma aproximação máxima (por volte de 26 de dezembro de 2013) de 63 milhões de quilômetros, muito longe de qualquer risco de vir a chocar-se aqui, mas, bastante perto em termos de medidas astronômicas.

O brilho de um astro visível nos céus é calculado de acordo com a sua magnitude aparente. E, para esses casos, quanto menor a magnitude, mais intenso é o brilho. Magnitudes negativas, apresentam brilho ainda mais intenso do que magnitudes positivas. Por exemplo: a lua cheia tem magnitude de (-12,7); o sol (-26,74); a estrela mais brilhante visível a olho nu, Sírius (-1,45); a maioria das estrelas pequenas 6 a 7 (positivos). Para o cometa ISON, o cálculo estimado de sua magnitude máxima é de (-13).

Abaixo o ISON em um vídeo fornecido pela NASA:

No vídeo acima, segundo a NASA (veja aqui), é do cometa ISON a 793 milhões de quilômetros da sonda espacial Deep Impact que registrou milhares de fotos, posteriormente, convertidas em um vídeo. As fotos foram captadas ao longo de 36 horas nos dias 17 e 18 de janeiro de 2013.



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